bitconf https://bitconf.com.br/site a primeira, a maior e a mais tradicional conferência cripto do Brasil Wed, 22 Jul 2026 21:46:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://bitconf.com.br/site/wp-content/uploads/2023/07/cropped-264198885_642553346867715_749319031598270834_n-32x32.jpg bitconf https://bitconf.com.br/site 32 32 A Inteligência Artificial está criando um problema que apenas a blockchain consegue resolver https://bitconf.com.br/site/2026/07/22/a-inteligencia-artificial-esta-criando-um-problema-que-apenas-a-blockchain-consegue-resolver/ https://bitconf.com.br/site/2026/07/22/a-inteligencia-artificial-esta-criando-um-problema-que-apenas-a-blockchain-consegue-resolver/#respond Wed, 22 Jul 2026 21:46:32 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=698 View More]]> Há poucos anos, ver um vídeo de uma pessoa falando era suficiente para acreditar que aquilo realmente havia acontecido. Uma fotografia servia como prova. Um áudio era considerado um registro confiável. Hoje, isso já não é mais verdade.

A evolução da Inteligência Artificial generativa está transformando a forma como produzimos conteúdo. Em poucos segundos, qualquer pessoa pode criar textos, imagens, músicas, vozes e vídeos extremamente convincentes. Essa democratização da tecnologia traz enormes benefícios: aumenta a produtividade, estimula a criatividade e abre novas possibilidades para empresas e profissionais.

Mas ela também cria um problema inédito: como distinguir o que é verdadeiro do que foi fabricado por uma máquina?

Todos nós já vimos exemplos de vídeos falsos de políticos, artistas ou empresários dizendo coisas que nunca disseram. As chamadas deepfakes evoluem rapidamente e ficam cada vez mais difíceis de identificar. Em pouco tempo, a própria ideia de “prova digital” poderá perder seu significado.

Esse cenário nos leva a uma pergunta importante: se qualquer conteúdo pode ser falsificado com perfeição, como poderemos confiar em qualquer informação?

É justamente aqui que a tecnologia blockchain passa a desempenhar um papel muito maior do que o de simplesmente registrar transações financeiras.

Ao contrário do que muitos imaginam, blockchain não serve apenas para criar criptomoedas. Sua principal característica é permitir que informações sejam registradas de forma permanente, transparente e praticamente impossível de serem alteradas sem deixar rastros.

Imagine que uma fotografia seja registrada em uma blockchain no exato momento em que foi capturada. Ou que um vídeo seja “carimbado” digitalmente assim que for gravado. Se alguém modificar um único detalhe desse arquivo, a alteração poderá ser detectada imediatamente.

O objetivo não é impedir que conteúdos falsos sejam criados. Isso provavelmente será impossível. O verdadeiro desafio passa a ser outro: permitir que qualquer pessoa possa verificar a autenticidade de um conteúdo original.

Essa mudança de perspectiva é fundamental.

Durante muitos anos, nossa preocupação foi descobrir o que era falso. Com a IA, talvez seja mais eficiente provar o que é verdadeiro.

Essa lógica já começa a aparecer em diversos setores. Empresas de tecnologia estudam formas de registrar a origem de imagens e vídeos. Organizações internacionais discutem padrões para certificação de conteúdo digital. Governos analisam mecanismos para combater a desinformação sem comprometer a liberdade de expressão.

A blockchain pode funcionar como uma espécie de “cartório digital” distribuído. Em vez de depender de uma única empresa ou de uma autoridade central para garantir a autenticidade de um documento, a própria rede faz esse trabalho de forma pública e verificável.

As aplicações vão muito além do combate às fake news.

Um diploma universitário pode ser validado instantaneamente. Um contrato pode ter sua autenticidade comprovada sem depender de reconhecimento de firma. Um exame médico pode ter sua origem verificada. Obras de arte digitais podem demonstrar quem é seu verdadeiro autor. Documentos públicos podem ser auditados por qualquer cidadão.

Até mesmo modelos de Inteligência Artificial poderão utilizar blockchain para registrar quais dados foram usados em seu treinamento, quais versões foram disponibilizadas e quem é responsável por determinado sistema.

Isso representa uma mudança importante na forma como lidamos com a confiança no ambiente digital.

Curiosamente, essa talvez seja a maior contribuição da blockchain para a sociedade, e não necessariamente as criptomoedas.

Durante muitos anos, a tecnologia ficou conhecida principalmente por causa do Bitcoin. Embora o Bitcoin continue sendo a aplicação mais bem-sucedida da blockchain, ele pode ser apenas o primeiro exemplo de algo muito maior: a criação de uma infraestrutura global de confiança digital.

Da mesma forma que a internet revolucionou a comunicação sem que precisássemos entender como funciona o protocolo TCP/IP, é possível que, no futuro, bilhões de pessoas utilizem blockchain diariamente sem sequer perceber.

Ao abrir um documento, assistir a um vídeo ou receber uma notícia, talvez exista apenas um pequeno selo indicando que aquele conteúdo possui autenticidade verificável. O usuário não precisará conhecer detalhes técnicos. Bastará saber que existe uma maneira confiável de confirmar sua origem.

Vivemos um momento curioso da história da tecnologia. A Inteligência Artificial está tornando cada vez mais fácil criar qualquer tipo de conteúdo. Ao mesmo tempo, ela torna cada vez mais difícil saber no que podemos confiar.

Talvez o maior desafio dos próximos anos não seja produzir mais informação, mas restaurar a confiança na informação que produzimos.

E é justamente nesse ponto que blockchain e Inteligência Artificial deixam de ser tecnologias concorrentes para se tornarem complementares.

A IA nos ajuda a criar. A blockchain pode nos ajudar a confiar.

Num mundo em que qualquer realidade pode ser simulada, a capacidade de provar o que é autêntico pode se tornar um dos ativos mais valiosos da era digital.

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O Bitcoin institucional e a traição silenciosa de sua própria gênese https://bitconf.com.br/site/2026/07/22/o-bitcoin-institucional-e-a-traicao-silenciosa-de-sua-propria-genese/ https://bitconf.com.br/site/2026/07/22/o-bitcoin-institucional-e-a-traicao-silenciosa-de-sua-propria-genese/#respond Wed, 22 Jul 2026 21:44:28 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=694 View More]]> O Bitcoin nasceu de um manifesto. Em 31 de outubro de 2008, Satoshi Nakamoto publicou o white paper que propunha “um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer” – uma rede onde a confiança não precisaria repousar em intermediários, onde a emissão monetária seria previsível e imutável, e onde qualquer indivíduo, em qualquer lugar do mundo, poderia participar soberanamente de um sistema financeiro alternativo ao controle dos bancos centrais e dos Estados. Era, em sua essência, um projeto político: a descentralização do poder monetário.

A notícia publicada pela TechCripto em junho de 2026, ao revelar que instituições já controlam 1 em cada 6 bitcoins do mundo, deveria ser lida não como um mero dado de mercado, mas como um termômetro de quanto esse projeto original foi – e continua sendo – paulatinamente subvertido. Quando a Binance Research constata que empresas, ETFs e governos detêm 18,5% do supply total de BTC, o que se desenha diante de nós é a imagem de um ativo que, nascido para escapar do sistema financeiro tradicional, está sendo rapidamente reabsorvido por ele.

A concentração como antítese da descentralização

O dado mais revelador da pesquisa é que, excluídos os protocolos de finanças descentralizadas, a concentração institucional cai para cerca de 3,5 milhões de BTC – ou seja, 1 em cada 6 bitcoins do mundo está nas mãos de um punhado de gestoras, governos e corporações. A Strategy (antiga MicroStrategy), sozinha, detinha 818.334 BTC em abril de 2026, o que representa mais de 60% de todo o bitcoin detido por empresas de capital aberto no planeta. É difícil conciliar esse cenário com a visão de uma rede distribuída, resiliente e resistente à censura. O que temos, na prática, é uma nova aristocracia digital – não mais bancos centrais, mas ETFs e tesourarias corporativas – acumulando poder de influência sobre a maior criptomoeda do mundo.

Os ETFs à vista, que respondem por cerca de 1,32 milhão de BTC (6,3% do supply), personificam essa contradição. Eles oferecem ao investidor comum uma porta de entrada regulada e conveniente para o mercado de criptomoedas, mas, ao fazê-lo, transferem a custódia real dos ativos para grandes gestoras financeiras. O usuário final não detém suas chaves privadas; não participa da governança da rede; não exerce, em última instância, qualquer soberania sobre seus fundos. O Bitcoin, nesse modelo, deixa de ser um instrumento de autonomia individual para se tornar mais um produto financeiro – como uma ação, como um título, como qualquer outro ativo negociável em bolsa.

A competição com o ouro e a armadilha da reserva de valor

A análise da WisdomTree, citada na notícia, apresenta o Bitcoin como um ativo que “passa a competir com o ouro como reserva de valor sensível a inflação, juros e dólar”. O modelo BiG (Bitcoin in Gold) sugere que o bitcoin estaria 26% subvalorizado em relação ao ouro, indicando potencial de apreciação. Há, nessa abordagem, um reducionismo perigoso: reduzir o Bitcoin a um “ouro digital” é ignorar sua dimensão mais radical – a de uma infraestrutura de pagamentos descentralizada, com um protocolo aberto e programável, capaz de muito mais do que simplesmente acumular valor.

Ao enquadrar o Bitcoin exclusivamente como reserva de valor, o discurso institucional naturaliza a ideia de que ele deve ser comprado e guardado, como um metal precioso, e não utilizado como moeda corrente. Isso beneficia os grandes detentores, que têm interesse em manter a escassez e a valorização do ativo, mas contradiz o próprio white paper, que descreve o Bitcoin como “um sistema de dinheiro eletrônico” – ou seja, algo feito para circular, para ser transacionado, para viabilizar trocas econômicas diretas entre pares.

O varejo vende, a instituição compra: a nova dinâmica de poder

O padrão observado nos ciclos recentes é revelador: quando o mercado cai, o varejo reduz exposição; as instituições, por sua vez, ampliam posições. Esse movimento, descrito na notícia como um “efeito estrutural” que reduz o supply disponível e diminui a pressão vendedora, é apresentado como um mecanismo que justifica alocações de longo prazo. Mas há uma leitura alternativa: o pequeno investidor está sendo sistematicamente expulso do jogo, vendendo na baixa por medo ou necessidade, enquanto os grandes players acumulam na queda, aprofundando a assimetria de informação e de poder que o Bitcoin, em tese, deveria combater.

O artigo menciona que, no Brasil, o movimento ainda está em fase inicial, com empresas avaliando alocação em tesouraria. É provável que, nos próximos anos, acompanhemos a reprodução local desse mesmo padrão global – com o agravante de que mercados periféricos tendem a ser mais voláteis e menos protegidos, ampliando os riscos para o pequeno investidor.

Conclusão: o que resta do sonho original?

Não se trata, aqui, de demonizar a institucionalização do Bitcoin. É inegável que a entrada de grandes players trouxe liquidez, legitimidade e maturidade ao mercado, além de pavimentar o caminho para uma regulação mais clara e para a adoção em massa. O próprio Satoshi, em seus escritos, manifestou certa abertura para que o sistema fosse adotado por instituições financeiras, desde que isso não comprometesse sua essência descentralizada.

O problema é que a essência está sendo comprometida. Quando 1 em cada 6 bitcoins está concentrado nas mãos de poucas entidades; quando a Strategy sozinha detém mais de 60% do bitcoin corporativo; quando ETFs e governos figuram entre os maiores detentores da rede, o que temos é um Bitcoin cada vez mais parecido com o sistema que ele prometia superar. A descentralização não é um atributo binário; é um espectro. E, a cada ETF lançado, a cada tesouraria corporativa que acumula BTC, a cada governo que entra no jogo, o ponteiro se desloca um pouco mais para o lado da centralização.

O Bitcoin institucional pode ser financeiramente bem-sucedido, pode gerar retornos extraordinários para seus grandes detentores, pode até se tornar o “novo ouro” do século XXI. Mas, se isso ocorrer às custas de sua dimensão política – aquela que prometia devolver ao indivíduo o controle sobre seu dinheiro – teremos vencido a batalha dos preços e perdido a guerra dos princípios.

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Blockchain e microcrédito: um futuro promissor https://bitconf.com.br/site/2026/04/23/blockchain-e-microcredito-um-futuro-promissor/ https://bitconf.com.br/site/2026/04/23/blockchain-e-microcredito-um-futuro-promissor/#respond Thu, 23 Apr 2026 21:18:38 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=688 View More]]> O microcrédito surgiu como uma ferramenta para ampliar o acesso a recursos financeiros por populações historicamente excluídas do sistema bancário tradicional. Pequenos empreendedores, trabalhadores informais e comunidades periféricas frequentemente encontram barreiras para obter crédito, seja por falta de garantias, histórico financeiro ou documentação exigida. Nesse contexto, a tecnologia blockchain desponta como uma inovação com potencial para transformar esse cenário.

A Blockchain é uma tecnologia de registro distribuído que permite armazenar e validar informações de forma segura, transparente e descentralizada. Sua aplicação no setor financeiro já vem sendo explorada por empresas, cooperativas e organizações que buscam reduzir custos, ampliar a confiança nas transações e criar novos modelos de inclusão.

No campo do microcrédito, um dos principais potenciais da blockchain é reduzir a intermediação. Em modelos tradicionais, a concessão de crédito envolve instituições financeiras, análise documental e processos que aumentam custos operacionais. Com soluções baseadas em blockchain, contratos inteligentes – conhecidos como smart contracts – podem automatizar etapas como aprovação, liberação e cobrança dos empréstimos, tornando operações menores economicamente viáveis.

Outro impacto relevante está na construção de reputação financeira. Milhões de pessoas que atuam na informalidade não possuem histórico bancário suficiente para acessar crédito. Sistemas baseados em blockchain podem registrar pagamentos, relações comerciais e até mecanismos comunitários de confiança, criando formas alternativas de avaliação de risco. Isso abre espaço para modelos mais adequados à realidade de microempreendedores.

A tokenização também traz possibilidades interessantes. Ativos digitais podem representar fundos comunitários, moedas sociais ou instrumentos de crédito solidário, fortalecendo experiências de finanças populares e cooperativas. Em territórios onde bancos são ausentes ou ineficientes, essas soluções podem ampliar a autonomia econômica local.

Outro campo promissor é o financiamento descentralizado, ou Decentralized Finance. Protocolos desse ecossistema permitem criar mecanismos de empréstimos entre pares (peer-to-peer lending), reduzindo dependência de intermediários tradicionais. Embora ainda enfrente desafios regulatórios e riscos operacionais, esse ambiente vem inspirando experiências que podem dialogar com políticas de microcrédito mais inovadoras. Inclusive a primeira iniciativa que conheci nesse sentido, nos idos de 2014, 2015, foi uma startup criada por brasileiros, que operava a partir dos EUA. Mas isso é história pra outro post.

Além disso, a transparência proporcionada pela blockchain pode ser particularmente útil em programas públicos ou iniciativas de impacto social. Recursos destinados a fundos de microcrédito podem ter rastreabilidade ampliada, reduzindo fraudes e fortalecendo mecanismos de prestação de contas para investidores, governos e beneficiários.

Entretanto, os desafios são significativos. Infraestrutura digital limitada, baixa educação financeira e exclusão tecnológica ainda restringem a adoção dessas soluções em larga escala. Há também questões regulatórias importantes, especialmente em relação à proteção de dados, supervisão financeira e segurança jurídica dos contratos digitais.

Outro ponto crítico é evitar o determinismo tecnológico. Blockchain, por si só, não resolve desigualdades estruturais no acesso ao crédito. Seu impacto depende do desenho institucional, da governança dos sistemas e da capacidade de combinar tecnologia com princípios de inclusão financeira.

Apesar desses limites, a convergência entre microcrédito e blockchain aponta para oportunidades relevantes. Cooperativas, bancos comunitários, fintechs e políticas públicas podem explorar essa infraestrutura para criar modelos mais acessíveis, transparentes e eficientes.

Mais do que substituir instrumentos tradicionais, a tendência é que a blockchain atue como camada complementar para fortalecer ecossistemas de finanças inclusivas. Se bem aplicada, essa tecnologia pode contribuir para ampliar acesso ao crédito produtivo, estimular economias locais e democratizar ferramentas financeiras para populações historicamente marginalizadas.

Nesse sentido, discutir blockchain e microcrédito não é apenas falar de inovação tecnológica. É refletir sobre como novas infraestruturas podem apoiar modelos econômicos mais distribuídos, colaborativos e inclusivos. E essa talvez seja uma das fronteiras mais promissoras para o futuro das finanças.

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Bitconf marca presença no lançamento do Plano Brasil Digital 30+ https://bitconf.com.br/site/2024/04/27/bitconf-marca-presenca-no-lancamento-do-plano-brasil-digital-30/ https://bitconf.com.br/site/2024/04/27/bitconf-marca-presenca-no-lancamento-do-plano-brasil-digital-30/#respond Sat, 27 Apr 2024 22:00:14 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=525 View More]]> O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, está propondo ao governo a criação de uma Secretaria Especial para Transformação Digital, conforme delineado no Plano Brasil Digital 2030+. A primeira interação do grupo com representantes federais está agendada para julho de 2024.

O plano visa alcançar a digitalização integral do país em um prazo de seis anos. A versão inicial do documento foi apresentada pelo grupo na quarta-feira (24 de abril de 2024). Wladimir Crippa, organizador da bitconf, faz parte da Comissão Temática que elaborou o plano e esteve presente no lançamento.

A nova entidade proposta requer a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um orçamento próprio para a definição e implementação das medidas necessárias. Os investimentos para a execução do plano ainda estão sendo levantados.

O Conselho já recebeu um feedback preliminar do governo, demonstrando entusiasmo com o planejamento. Contudo, espera-se que haja considerações e novas propostas devido aos desafios orçamentários enfrentados atualmente pelo país.

“Estabelecer uma secretaria não é uma tarefa rápida, mas representa a solução mais robusta do ponto de vista estrutural. Ainda há aspectos a serem discutidos”, comentou Paulo Pereira, secretário-executivo do Conselho.

Os pilares prioritários da iniciativa incluem os setores de infraestrutura e educação, considerados crucial para o desenvolvimento nacional. A ideia inicial é consolidar todas as medidas em andamento nos órgãos públicos para identificar e destacar as prioridades.

Se o governo concordar com o plano proposto, mesmo com algumas ressalvas, um decreto será emitido para oficializar a gestão das ações.

Segundo o Conselho, pelo menos 14 ministérios já foram identificados com políticas de digitalização em andamento. Por exemplo, no Ministério da Educação, existe o programa Educação Conectada, que busca disponibilizar acesso à internet de alta velocidade nas escolas.

O plano visa facilitar o processo de contratação na área da educação e incentivar os jovens a ingressarem no campo da tecnologia. O documento destaca a escassez de profissionais especializados no Brasil e busca evitar a “exportação” dessa mão de obra.

No âmbito dos negócios e inovação, o plano almeja modernizar a legislação trabalhista, desonerar tributos e encargos laborais, simplificar alíquotas para empresas do setor digital e promover seu papel no desenvolvimento nacional.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável é um órgão composto por representantes da sociedade civil, criado em 2003 e recriado em 2023 com o objetivo de formular políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do país.

Wladimir Crippa realizou uma fala, enfatizando que o Plano Brasil Digital 30+ trata-se de uma proposta de elaboração de uma política de Estado, e não de governo. Portanto, faz-se necessário um envolvimento e um comprometimento cada vez maior da sociedade civil, das empresas, das instituições, das associações, para que ela venha a ser efetivamente implementada, independente de quem esteja ocupando a presidência do país.


Digitalização no Brasil: Potencial e Desafios

A digitalização integral do Brasil promete melhorar a distribuição de renda, impulsionar o crescimento do PIB em diversos setores econômicos e elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), conforme delineado no Plano Brasil Digital 2030+.

Os desafios enfrentados pelo país estão predominantemente ligados à infraestrutura, ao déficit de habilidades digitais da população e à desigualdade social, explicou o secretário-executivo. Há uma lacuna significativa nos investimentos em pesquisa e tecnologia, além de problemas relacionados à burocracia e aos impostos para empresas do setor.

Dados do Plano indicam que apenas 1% do PIB é destinado à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Em relação à educação e capacitação digital, o setor representa 2,8% da economia, conforme informado pelo Conselho.

Laércio Cosentino, membro do grupo de coordenação do Plano e fundador da Totvs, destaca a necessidade de investimento em tecnologia para que o Brasil se destaque globalmente e exporte serviços e produtos de alto valor agregado.

“A transformação digital facilita o acesso à educação, saúde e diversos setores, trazendo produtividade e eficiência. O Brasil precisa de uma governança centralizada para essa transformação digital”, afirmou.

Glória Guimarães, também coordenadora do Conselho, ressaltou que, mesmo quando há acesso à tecnologia no país, o conhecimento aprofundado sobre ela é limitado. “É crucial educar os cidadãos para trabalharem com tecnologia e gerar mais inovação. Devemos aproveitar o que já existe e trabalhar em prol de nossos objetivos”, acrescentou.

Aqui estão as ações previstas:

  • Infraestrutura: estabelecer hubs de conectividade, especialmente nas regiões Norte e Nordeste; desenvolver uma política nacional de cibersegurança; garantir acesso de cidades a postes e antenas; promover a integração e o compartilhamento de dados entre órgãos públicos e agentes privados.
  • Tecnologia: criar incentivos fiscais para empresas que adotam tecnologias estratégicas para o desenvolvimento do país.
  • Pesquisa: fomentar mecanismos que conectem a pesquisa ao mercado.
  • Educação e Capacitação Digital: implementar programas de capacitação digital; engajar jovens nas carreiras de tecnologia; aprimorar e unificar políticas nacionais de educação básica.
  • Inclusão Social e Digital: integrar plataformas digitais entre os governos federal, estadual e municipal; incentivar a demanda do setor público por serviços digitais; introduzir tecnologias no setor de saúde; promover o letramento digital da população por meio de planos de comunicação.
  • Ambiente de Negócios: modernizar a legislação trabalhista com desoneração de tributos e encargos; simplificar políticas e alíquotas para empresas digitais; desburocratizar o processo de abertura de empresas; estabelecer mecanismos para exportação de tecnologias e importação de componentes.
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O que é o halving do Bitcoin? https://bitconf.com.br/site/2024/04/18/o-que-e-o-halving-do-bitcoin/ https://bitconf.com.br/site/2024/04/18/o-que-e-o-halving-do-bitcoin/#respond Thu, 18 Apr 2024 21:52:52 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=521 View More]]> Dando continuidade aos artigos anteriores, hoje vamos falar sobre um dos eventos mais importantes e aguardado do Bitcoin neste ano: o halving. Mas o que é, afinal, esse halving e por que ele é tão importante?

O halving é um evento programado que acontece a cada quatro anos. Isso quer dizer que ele está previsto no código-fonte do Bitcoin, no programa que é executado e que é responsável por todo o processo que envolve esta criptomoeda. Quando ele acontece, a emissão de bitcoins é cortada pela metade. Isso acontece porque o Bitcoin é finito, limitado a 21 milhões de unidades.

Esse processo poderia acontecer de maneira abrupta, se assim quisesse Satoshi Nakamoto (o programador que criou o Bitcoin e que não se sabe até hoje quem é). Mas foi pensado a ser executado de forma gradual, até cessar completamente – daqui a uns 150 anos mais ou menos.

No início, a cada cerca de 10 minutos eram criados 50 bitcoins. No primeiro halving (2012), reduziu-se para 25. No segundo (2016), para 12,5. No terceiro halving (2020), chegamos à emissão atual, que é de 6,25 bitcoins a cada 10 minutos. E agora, no quarto halving, que deve acontecer nesta semana, iremos para 3,125 bitcoins. Você pode acompanhar a contagem regressiva aqui https://coinmarketcap.com/pt-br/events/bitcoin-halving/

Essa redução trás algumas consequências, com certeza. A atividade de mineração torna-se ainda mais profissional e reduzida a poucos mineradores. É bem provável que alguns deles saiam do mercado e que outras empresas existentes absorvam outras concorrentes. Isso porque o esforço de mineração seguirá sendo o mesmo, o mesmo gasto de energia, o mesmo custo das máquinas de mineração, mas a recompensa cairá pela metade.

A médio e longo prazo, essa redução da emissão de bitcoins tende a provocar um aumento no valor de cada unidade, na medida em que os bitcoins tornam-se mais escassos. Some-se a isso a recente aprovação e já negociação de fundos ETF nos Estados Unidos e na China. Um fundo ETF é uma cesta de ativos como ações ou títulos, que você pode comprar na bolsa de valores como se fosse uma única ação. Ele oferece diversificação instantânea e baixo custo, seguindo um índice específico, como o Ibovespa. É uma maneira simples de investir em muitas empresas ao mesmo tempo. Os primeiros fundos negociados adquiriram milhares de bitcoins, o que chegou a provocar a maior valorização do Bitcoin em sua história, no mês de março passado.

Essa redução também serve como um incentivo para que quem tem bitcoins, como os mineradores e as chamadas “baleias”, não os gastem agora e mantenham sua guarda. Isso pode levar a uma escassez ainda maior de bitcoins disponíveis para compra, o que pode aumentar ainda mais seu valor.

Olhando em retrospectiva, em todos os halvings aconteceu uma queda na cotação do Bitcoin nas semanas que seguem ao pós-halving, e alguns meses depois, tem início um novo ciclo de valorização. O halving é, por isso, um dos eventos que os entusiastas do Bitcoin ficam de olho, pois pode influenciar bastante o mercado das criptomoedas.

Se você está pensando em investir em Bitcoin ou simplesmente quer entender mais sobre essa moeda digital, agora você tem uma ideia do que é esse tal de halving. É sempre bom aprender mais sobre as coisas que nos interessam, não é mesmo?

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Vai viajar pra bitconf? Fale com a Terra Brasilis https://bitconf.com.br/site/2024/04/16/vai-viajar-pra-bitconf-fale-com-a-terra-brasilis/ https://bitconf.com.br/site/2024/04/16/vai-viajar-pra-bitconf-fale-com-a-terra-brasilis/#respond Tue, 16 Apr 2024 14:51:21 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=517 View More]]> A Terra Brasilis é a agência que estamos indicando para quem vem de fora participar da edição de 10 anos da bitconf. A agência oferece diversos serviços, como a venda de passagens e hospedagens, mas também poderá auxiliar em traslados e passeios em São Paulo.

Entre em contato com a Terra Brasilis, temos certeza que prestarão um atendimento especial! Pedro Batista é o Diretor da agência, nosso amigo de longa data.

Telefone: (11) 5125-0995

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Seja palestrante na bitconf https://bitconf.com.br/site/2024/03/18/seja-palestrante-na-bitconf/ https://bitconf.com.br/site/2024/03/18/seja-palestrante-na-bitconf/#respond Mon, 18 Mar 2024 14:45:56 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=502 View More]]> Estão abertas as inscrições para o envio de palestras para a bitconf! Quem desejar ser palestrante na bitconf, pode enviar sua proposta de palestra aqui pelo site bitconf.com.br/proposta

A bitconf é a única conferência do meio cripto que dá oportunidade para qualquer pessoa participar como palestrante. As demais, quase sempre, os palestrantes são apenas das empresas que patrocinam.

Desde a primeira edição, em 2014, sempre a maioria das palestras foram de membros da comunidade cripto. E muitas das pessoas que hoje são palestrantes em praticamente todos os eventos cripto, iniciaram na bitconf.

Então se você deseja ser palestrante, aproveite essa oportunidade. Até dia 21 de abril estaremos aceitando propostas. Os temas, obviamente, devem ser relacionados à Bitcoin, blockchain, criptos, tokens, privacidade, segurança, software livre, NFTs, blockchain games, economia cripto, descentralização, questões de Direito e tributárias, enfim, entenderam né?

Esperamos ver muitos de vocês em São Paulo, quem sabe nos palcos da bitconf 😉

E quem não quiser ser palestrante, mas quer participar, aproveite que estamos realmente nos últimos dias da promoção de ingressos com 70% de desconto. Acesse o site www.bitconf.com.br/prevenda e garanta o seu pelo melhor preço que teremos.

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Blockchain na construção de uma democracia direta e participativa https://bitconf.com.br/site/2024/02/13/blockchain-na-construcao-de-uma-democracia-direta-e-participativa/ https://bitconf.com.br/site/2024/02/13/blockchain-na-construcao-de-uma-democracia-direta-e-participativa/#respond Tue, 13 Feb 2024 23:24:16 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=493 View More]]> Introdução

A democracia, base da convivência e da tomada de decisões que atingem a todos nós em uma sociedade moderna, está evoluindo com o advento da tecnologia. A blockchain, conhecida por sua segurança e transparência, surge como uma ferramenta poderosa para aprimorar processos democráticos. Neste texto, exploraremos as possibilidades dessa tecnologia em dois pilares fundamentais: a democracia direta e a democracia participativa.

1. Democracia direta: a transformação do voto

A democracia direta é um modelo em que os cidadãos têm o poder de tomar decisões políticas diretamente, sem a necessidade de representantes. Nesse sistema, questões importantes são decididas por meio de votações populares. Os cidadãos participam ativamente, expressando suas opiniões e votando em propostas, leis ou políticas. Essa forma de democracia promove a participação direta do povo na tomada de decisões, enfatizando a autonomia e a responsabilidade individual. Exemplos incluem referendos e plebiscitos, onde a população decide sobre temas específicos, influenciando diretamente o curso das políticas públicas.

A tecnologia blockchain oferece uma maneira inovadora de realizar eleições, tornando o processo mais fácil, seguro e transparente.

Votação segura e transparente

A blockchain cria um registro imutável de votos, eliminando riscos de fraudes. Cada voto é armazenado em blocos, tornando o sistema à prova de manipulações. A transparência proporcionada pela blockchain fortalece a confiança dos cidadãos no processo eleitoral. Ao mesmo tempo, garante o necessário e fundamental sigilo do voto.

Acesso amplo à participação

A votação online, facilitada pela blockchain, permite que mais pessoas participem, independentemente da localização geográfica. Isso amplia a representatividade e envolvimento dos cidadãos, promovendo uma democracia direta mais inclusiva.

Engajamento contínuo

A blockchain também possibilita referendos e consultas frequentes, permitindo que os cidadãos se envolvam em decisões cotidianas. Isso cria uma democracia mais dinâmica, onde a participação não se limita a eleições periódicas. Podemos imaginar isso como um “app da democracia”.

2. Democracia participativa: a colaboração descentralizada

A democracia participativa envolve a colaboração ativa dos cidadãos no processo de tomada de decisões governamentais. Diferentemente da democracia direta, onde as decisões são tomadas por meio de votação, na democracia participativa, os cidadãos têm a oportunidade de contribuir para a elaboração de políticas, planos e orçamentos. Isso pode ocorrer por meio de consultas populares, audiências públicas e iniciativas de orçamento participativo.

A ênfase está na participação cidadã constante, permitindo que a comunidade influencie e molde as políticas de maneira mais direta. Esse modelo busca fortalecer a relação entre governo e sociedade, proporcionando uma governança mais inclusiva e alinhada com as necessidades e aspirações da população. A blockchain oferece soluções descentralizadas que podem revolucionar esse modelo.

Consultas populares descentralizadas

A utilização de plataformas blockchain possibilita a realização de consultas populares de maneira segura e eficiente. Nesse contexto, os cidadãos têm a oportunidade de expressar suas opiniões sobre políticas específicas de forma direta e descomplicada. O grande diferencial reside na imutabilidade dos registros: uma vez registrados, os resultados tornam-se permanentes e à prova de alterações, assegurando total transparência e confiabilidade no processo. Dessa forma, a blockchain emerge como uma ferramenta fundamental para fortalecer a participação democrática, garantindo que as vozes dos cidadãos sejam ouvidas de maneira segura e transparente.

Ao empregar plataformas blockchain em consultas populares, é possível atingir um novo patamar de transparência e confiabilidade. A imutabilidade dos registros garante que os resultados permaneçam inalterados ao longo do tempo, eliminando a possibilidade de manipulações. Dessa forma, os cidadãos podem confiar plenamente no processo, sabendo que suas opiniões foram registradas de maneira segura e que o resultado reflete fielmente a vontade coletiva. A blockchain, assim, se destaca como uma ferramenta valiosa na construção de processos democráticos mais sólidos e transparentes.

Orçamento participativo transparente

A implementação da tecnologia blockchain em processos de orçamento participativo representa um avanço significativo na busca por uma distribuição mais justa de recursos. Nesse contexto, os cidadãos ganham a capacidade de alocar recursos de forma direta e equitativa, promovendo uma participação mais ativa na gestão pública.

A descentralização, característica fundamental da blockchain, desempenha um papel crucial nesse cenário. Ao eliminar intermediários, a tecnologia garante que a administração dos recursos seja conduzida de maneira transparente e eficiente. Isso significa que as decisões relacionadas à alocação de verbas são tomadas de forma mais direta, sem influências externas, possibilitando uma distribuição mais justa dos recursos de acordo com as necessidades e prioridades da comunidade.

Essa abordagem inovadora não apenas promove uma maior participação dos cidadãos no processo decisório, mas também fortalece a confiança na gestão pública. A blockchain, ao registrar de forma imutável cada transação e alocação de recursos, garante a integridade do processo, eliminando qualquer possibilidade de manipulação. Assim, a tecnologia não apenas facilita a transparência, mas também cria uma base sólida para a construção de políticas públicas mais alinhadas com as demandas reais da população.

A aplicação da blockchain em processos de orçamento participativo representa uma revolução no modo como a sociedade decide a destinação de recursos públicos. A descentralização proporcionada pela tecnologia não apenas empodera os cidadãos, permitindo que participem ativamente na alocação de recursos, mas também elimina barreiras burocráticas, influências e pressões externas e intermediários que historicamente podem distorcer o processo.

A transparência e eficiência são os pilares dessa transformação. Com a blockchain, cada etapa do processo orçamentário é registrada de forma imutável, permitindo que os cidadãos e as autoridades acompanhem e verifiquem cada transação. Essa visibilidade completa assegura que as decisões sejam tomadas com base em critérios justos e nas reais necessidades da comunidade.

Ao promover a equidade e a eficiência, a blockchain destaca-se como uma ferramenta que não apenas democratiza a gestão de recursos, mas também estabelece novos padrões de integridade e responsabilidade na administração pública. A implementação dessa tecnologia no orçamento participativo redefine a relação entre governo e sociedade, proporcionando uma base sólida para a construção de comunidades mais justas e igualitárias.

Tomada de decisões colaborativa

A utilização de plataformas blockchain simplifica a colaboração direta dos cidadãos no processo de elaboração de políticas, representando um avanço significativo para a democracia participativa. Nesse contexto, contratos inteligentes emergem como uma ferramenta poderosa para automatizar decisões, levando em consideração as preferências da comunidade.

Essa abordagem inovadora permite que os cidadãos contribuam ativamente para a formulação de políticas, proporcionando uma voz significativa no direcionamento do governo. Os contratos inteligentes, ao serem programados para refletir as preferências e prioridades expressas pela comunidade, garantem uma implementação mais eficiente e alinhada com os interesses coletivos.

Assim, a blockchain não apenas facilita a participação direta dos cidadãos, mas também introduz uma camada de automação que promove uma democracia verdadeiramente participativa. Ao eliminar barreiras burocráticas e intermediários, essa tecnologia possibilita uma colaboração mais ágil e efetiva na construção das políticas públicas, estabelecendo um novo padrão de governança que reflete as necessidades reais da sociedade.

3. Desafios e considerações éticas

É essencial abordar os desafios associados à implementação da tecnologia blockchain na democracia. Questões como acessibilidade digital, segurança cibernética e inclusão devem ser cuidadosamente consideradas. Além disso, é crucial garantir que as soluções tecnológicas se alinhem a princípios éticos para evitar discriminações e garantir a equidade.

A tecnologia blockchain, com sua capacidade única de oferecer segurança e transparência, promete revolucionar a democracia direta e participativa. Ao integrar essas inovações, podemos construir sistemas mais inclusivos, onde os cidadãos têm voz ativa em decisões políticas. Contudo, é imperativo abordar desafios e considerações éticas para garantir que essas transformações promovam uma sociedade mais justa e igualitária. A combinação da sabedoria coletiva com a tecnologia blockchain pode moldar o futuro da democracia, proporcionando uma participação cidadã mais efetiva e fortalecendo os alicerces de uma sociedade verdadeiramente democrática.

Wladimir Crippa – administrador do grupo Bitcoin Brasil (fb.com/groups/btcbr); organizador da bitconf – bitconf.com.br (1ª conferência sobre Bitcoin realizada no Brasil, desde 2014); ex-assessor do Ministro da Ciência e Tecnologia (Celso Pansera/2016); membro da Comissão Temática de Tecnologia, Inovação e Transformação Digital do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.

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Edição de 10 anos da bitconf tem data definida https://bitconf.com.br/site/2024/02/06/edicao-de-10-anos-da-bitconf-tem-data-definida/ https://bitconf.com.br/site/2024/02/06/edicao-de-10-anos-da-bitconf-tem-data-definida/#respond Tue, 06 Feb 2024 19:51:19 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=484 View More]]> A bitconf, mais antiga, tradicional e maior conferência sobre bitcoin, criptoativos e blockchain do Brasil está com as vendas de cotas de patrocínio abertas, para quem desejar participar da edição de 10 anos da conferência, que será realizada dias 28 e 29 de junho, em São Paulo.

A primeira edição foi realizada no dia 8 de março de 2014, em Florianópolis. Foi um dia intenso, com palestras e debates pela manhã, tarde e noite. Foi a primeira vez que os bitcoiners brasileiros se encontraram e o clima foi de muita empolgação e alegria.

Nessa primeira edição Fernando Ulrich lançou seu livro, “A moeda na era digital”, o primeiro livro em português sobre Bitcoin. Todas as empresas cripto da época, que se contava, literalmente, nos dedos, estavam presentes. Até uma delegação da Fundação Bitcoin, da Argentina, participou desta primeira edição.

Nestes últimos 10 anos o mercado e o ecossistema cripto cresceram e mudaram substancialmente. Vimos empresas no Brasil e no mundo nascerem e morrerem. Boas ideias sendo testadas e aprovadas; outras boas ideias não conseguindo sobreviver e até mesmo ideias não muito boas, mas que conseguiram se manter até hoje.

Presenciamos uma colossal popularização do Bitcoin. Hoje, todas as pessoas já ouviram ao menos falar em Bitcoin. Mas imagine em 2014, quando aconteceu a primeira bitconf! Éramos praticamente alienígenas reunidos discutindo “o dinheiro da internet”.

Para celebrar estes 10 anos, estamos preparando uma grande edição da bitconf. Uma edição para milhares de pessoas. Uma edição para todas as comunidades que se formaram nessa década em torno do Bitcoin, de outras criptomoedas e da blockchain.

Nos próximos dias o site desta edição estará no ar, e você poderá acompanhar por ele e pelas nossas redes sociais.

Alem das cotas de patrocínio, já estão à venda também ingressos a valores promocionais. Nos chame no WhatsApp para mais informações – https://wa.me/(61) 99842-7526

Para conhecer os planos de patrocínio, acesse aqui (versão em português) ou aqui (versão em inglês).

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Iniciada a pré-venda de ingressos para a bitconf 10 anos https://bitconf.com.br/site/2024/01/29/iniciada-a-pre-venda-de-ingressos-para-a-bitconf-10-anos/ https://bitconf.com.br/site/2024/01/29/iniciada-a-pre-venda-de-ingressos-para-a-bitconf-10-anos/#respond Tue, 30 Jan 2024 02:37:37 +0000 https://bitconf.com.br/site/?p=479 View More]]> Estamos dando início a uma pré-venda de ingressos VIPS para a próxima bitconf, a edição especial de comemoração de 10 anos do mais antigo, tradicional e maior evento sobre Bitcoin, blockchain e criptoativos do país.

Sempre iniciamos o processo de preparação da bitconf realizando uma pré-venda, para levantarmos recursos para a fase inicial de organização. Contamos sempre com o apoio e a força da comunidade cripto!

O valor normal do ingresso VIP é de R$ 1.199,00 – mas estamos oferecendo nessa pré-venda por apenas R$ 300,00 um ingresso ou R$ 500,00 dois ingressos. Mas compre já, porque são apenas 50 ingressos disponíveis nessa promoção.

Acesse https://forms.gle/o6gtA7q6zcJXyoXZ6 e adquira já. Pagamento via PIX.

Essa será, com certeza, a maior edição de todas as que já realizamos. Aguardem, pois teremos muitas surpresas!

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